Eu nunca precisei de aplausos, nunca precisei de um toque no ombro e de uma palavra carinhosas. Nunca pedi sinceridade por parte de quem lê a minha vida num conjunto de palavras. Como inspiração é algo que voa livremente como um pássaro, prefiro tomar a medida e dizer que, por mais que goste dos meus leitores, não posso constantemente, levantar-me e escrever meia dúzia de frases sempre que o meu espírito quer. Inspiração é como um cavalo selvagem, que por vezes volta ao local a que chama "casa".
Sempre que fechava os olhos e tentava focar um momento, tentava prender a inspiração, mas se súbito ela fugia, não se sentia preparada.
Entre pedras e poeiras de tempo, sempre quis relembrar uma noite, um momento, e caminhar até ao teclado gelado e escrever algo que pudesse de certa forma igualar a beleza do momento, que fizesse com que por segundos voltasse e vivê-lo. Mas por entre pontos e virgulas, sempre houve algo que me impedia de ir mais além, como se alguma chama se apagasse e tudo ficasse preso no tempo e não quisesse ser feito de apenas palavras esquecidas. Portanto, fico apenas eu, e as teclas geladas do computador a viver um momento mágico: curvado e sonhador, eu, a escrever palavras que na minha cabeça eram perfeitas para descrever algo, e tentando relatar algo ao mundo, escrevo sem parar, até que o ultimo parágrafo liberte lembranças guardadas em mim.

Os teus textos ainda vão dar um livro de crónicas o.o xD
ResponderEliminarLindooo *-*
LOOOOOOOOOOOL, obrigado *-*
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