Nisto, chegou Beem e a sua mulher. Beem chegou-se ao contador de histórias e disse:
-O tarado foi apanhado...
-Tarado? - Perguntou o contador de histórias.
-Ehm, pois, ainda não te contei! - Começou - Bem, ontem um homem entrou em minha casa e raptou a minha filha. não sabias porque estavas fora da cidade - continuou - Um cabrão entrou em minha casa e raptou a Marry! - Bateu com o punho na mesa com fúria mas logo se acalmou. - À noite encontrámos a minha menina deitada no chão de um beco escuro, tinha tanto medo que o filho da mãe a tivesse violado! Mas bem - a sua cara mostrou alívio - ela estava bem. Estava com os pulsos e pés amarrados por cordas fortes a boca tapada com um pano - suspirou - Ela disse que o homem a pôs a um canto e a obrigou a ver um homem a espancar uma mulher - calou-se.
-Quem era a mulher? - Perguntou uma voz num canto da taberna.
Nisto pode-se ver que quase toda a gente da taberna ouvia a história de Beem.
- Vera. - Disse por fim. Houve um suspiro profundo em toda a taberna. - Marry observou a chorar um homem a espancar Vera. Depois de ver Vera coberta em sangue, Marry ficou inconsciente. O psicopata foi apanhado na praça do peixe a roubar peixe, depois de depormos contra ele, foi mandado para a prisão...- calou-se quando a mulher lhe tocou no ombro.
- Marry está agora a descansar em casa, eu e o Beem decidimos vir aqui, contar o que se passou. - Sorriu.
-Bem... que história! Ainda bem que o homem foi apanhado e posto na cadeia - sorriu - passarei por vossa casa logo para ver Marry - sorriu mais um vez e bebeu um gole de hidromel.
O som do piano subia cada vez mais e as pessoas dançavam a volta do palco. O pianista estava a tocar Balathe forth l's cysnes, uma música muito conhecida e animada.
-Óh, ohhh, conta, oh, conta aí uma historinha meu amigo... - disse um bêbado, apontando o contador de histórias.
-Sim, conta aí uma história! - disse Beem.
O contador de histórias acenou ao pianista e este começou a tocar uma nova peça no piano.
-Muito bem. - Disse o contador de histórias. - Lembrei-me agora de uma boa história para vos contar.
Estava frio mas a lareira aquecia toda a taberna. O contador de histórias pegou na caneca e bebeu uma ultima vez um gole de cerveja antes de começar a história:
-Era de noite e os lobos uivavam ao longe. Em cima de uma ponte ouvia-se o som de um saxofonista a tocar uma linda música. A luz dos candeeiros era pouca mas mesmo assim conseguia-se ver que era uma bela rapariga, de cabelos compridos e castanhos-claros. O seu saxofone era brilhante como ouro e os seus olhos verdes brilhavam à luz da lua.
Depois, caminhou pelo escuro até entrar num bar chamado "Olimp Harp". Nos bolsos a rapariga não tinha nada, apenas trazia consigo a roupa que vestia e o seu saxofone. Ela queria um emprego. Queria ganhar dinheiro e fugir daquele mundo, portanto direccionou-se a um bar de alterne. Passou por salas onde mulheres já adultas olhavam para ela desconfiadas e outras ainda com um olhar de maldade. Entrou numa sala onde na porta dizia "Presidente". A sala era pequena, com uma secretaria no meio. Ao pé da secretária, numa grande cadeira de braços negra, estava sentado o, "director" . Era, pelo que parecia, alto e magro, tinha um grande bigode negro e a sua pele era branca como alguém que não visse o sol há anos.
"Despe-te" ordenou o homem.
Assim, com as lágrimas nos olhos, com o tempo de infância a passar-lhe ao lado, com o medo a roer-lhe os ossos, começou a tirar a roupa. Deu uma volta. Chorava. Deu uma volta, e de súbito levou uma estalada da cara, e ouviu a voz do homem dizendo-lhe para parar de chorar.
Um mês depois. O bar estava a aberto e conseguia-se ver a rapariga e dançar num varão, seduzindo homens e atraindo o seu dinheiro. Pagavam-lhe bebidas, davam-lhe dinheiro como quem dá pão a pombos. Podia ter dinheiro, podia ter trabalho, mas até à aquele momento ela não tinha felicidade.
Tinha um pequeno apartamento, onde vivia sozinha sem ninguém.
Todas as noites, ia até a ponte e sentava-se no chão a tocar uma música triste, em glória a quem tinha morrido para a salvar.
Uma moral da história é que o dinheiro pode comprar muita coisa mas nunca irá comprar felicidade.
MEU...EU JÁ NEM TENHO PALAVRAS PARA DESCREVER OS TEUS TEXTOS! O: Tu escreves mesmoo bem, tens ganda imaginação e adoro os teus textos, são tão cheios de sentimento e emoção, são mesmoo lindos *--* continua assim e qualquer dia tens um livro de crónicas publicado o.o xD
ResponderEliminarP.S: Juntas-te saxofone e bar de alterne...eu tinha que me rir nué?? O.o xDDD
OBRIGADOOOOO +-*
ResponderEliminarps: pois ahaha eu sei xD
obrigado (: vou ver o teu, beijinhos*
ResponderEliminarmuito obrigadoo (:
ResponderEliminarainda bem que gostaste .