E aproximou-se. O medo encheu a pequena sala onde se encontravam, e um suspiro foi libertado pela ultima vez. À frente deles encontrava-se o rei da floresta, morto, decapitado, a cabeça encontrava-se ao pé da parede e os olhos do animal eram brilhantes, talvez a única luz no meio daquela escuridão. O fim estava perto. Ouviram os passos esperados e ela sentou-se na cadeira. A porta da sala pequena fechou-se e o ar congelou...
Risos ouviam-se ao longe e o medo começava a roer-lhes os tendões. Mais perto. Começaram a ouvir tambores ao longe. Mais perto. Os risos traziam com eles ruídos, talvez fossem quedas, pois a terra de vez em quanto tremia um pouco, tal como eles, tremiam nos ossos aos musculos, e o medo ia a cada segundo apoderando-se deles. Ouviam-se passos e o vulto que estava mais perto da janela olhou lá para o fora. Só havia escuridão, mas talvez fosse ele a cair na loucura.
Eles sabiam que o fim deles estava perto, e que agora, era só esperar e "apreciar" o momento. Os passos cada vez ficavam mais altos o que dava a entender que eles estavam próximos, tanto eles como os risos. Uma garrafa de vidro caiu no chão. A porta da pequena sala abriu-se e lá entraram dois homens. Um deles era alto, vestia preto e trazia uma garrafa de vinho na mão. O outro era baixo, muito gordo e trazia com ele um garrafão de vinho branco na mão. Estavam os dois a rir-se. Num movimento brusco, o mais alto, puxou a rapariga que estava sentada na cadeira pelos cabelos enquanto o outro empurrava o rapaz para o chão. A rapariga saiu da sala com o mais alto e o gordo fechou a porta à chave..e comeu-a. "Já tenhoms jantarre gorrdo" dizia o homem alto a rir-se. Os minutos tornaram-se segundos, e a rapariga estava calada. Na pouca luz que havia, conseguia-se ver a rapariga. Era loura, alta, e tinha a boca cozida, impedindo-a de falar. O momento seguinte foi estranho e rápido: o homem alto deitou a rapariga no sofá, onde não se mexeu mais, o gordo pôs-se em cima da rapariga e nesse momento tudo ficou escuro, mais escuro que a noite, o mais escuro até hoje presenciado. A luz voltou e tudo desaparecera. Agora que havia mais luz dava para perceber que tipo de lugar era aquele: uma sala de estar, tinha dois sófas, uma mesa redonda de madeira, uma lareira e um balcão de aperitivos. No lugar onde anteriormente estava a rapariga encontrava-se uma poça de sangue e cabelos louros. Na bancada encontrava um preservativo e o chão encontrava-se podre, com a madeira a cair num buraco de esterco.
Na sala pequena, Digory permanecia inconsciente. Tinha sangue na cabeça e tinha a cadeira partida em cima dele. Levantou-se do chão e caminhou até a parede onde ficou encostado para ganhar forças. Com uma pedra partiu o vidro e saiu pela janela para o quintal. O ar estava frio, tão frio que podia congelar a pele. Estava um bafo de sangue no ar, o que podia atrair predadores não satisfeitos com a sua caçada. O pinhal permanecia a 30 metros da casa, e olhos de tom verde espreitavam por ele, provavelmente escolhendo a próxima vitima.
Digory não sabia onde estava, não sabia o que fazer, apenas correu até encontrar uma estrada de pedra, pelo pinhal a dentro. O silêncio era a arma mais poderosa. Digory, permaneceu quieto, cheio de dores, cheio de frio, fome e sede. Viu um animal aproximar-se da estrada. Um javali. A fome apoderou-se dele e com um acto cruel tirou a faca do bolso de matou o pobre animal, com uma facada no pescoço. Sangue, sangue. Carne crua, viva, alimento. Pelo javali, começaram a sair larvas, e o pobre rapaz, esfomeado, ficou no meio da rua de pedra, a saciar a sua fome.
Existem momentos de alegria e de tristeza, mas neste momento aconteceu algo único. O rei da floresta sai pela porta da casa, erguido sobre as suas quatro patas, com a cabeça no lugar, sem uma única pinga de sangue. Era majestoso, grande e lindo. Era como um veado, mas mais alto, mais bonito, e os seus olhos brilhantes afastavam qualquer escuridão de mal.
E correu, correu sem parar até a floresta, onde o seu poder começava. Chegou a zona mais densa e quente da floresta, onde havia um pântano, um pântano de sangue. A medida que passava no pântano a água ia se tornando mais clara e limpa, ate existir novamente vida nela. E ele descobri-os. Estavam a comer a rapariga. Havia sangue por todo o sítio, tripas flutuavam na água e sujidade rompia-lhes a pouca roupa que traziam. Ao ver o rei da floresta, começaram a fugir, tropeçando em buracos e pedras. Com um golpe violento, o rei, cortou a cabeça aos dois homens, e de seguida, comeu-as, para que nunca mais fizessem mal a ninguém. Depois entrou no pântano e desapareceu.
Cinco anos depois o cheiro a morte ainda invadia aquele sitio horrível, mas agora já havia sol a brilhar no céu. Abutres sobrevoavam os campos abertos e pequenas aves comiam o que restava dos cadáveres. Pilhas de mortos formavam montanhas e os choros das crianças violentamente abusadas e chacinadas permanecia nos quartos de pedra.
Risos ouviam-se ao longe e o medo começava a roer-lhes os tendões. Mais perto. Começaram a ouvir tambores ao longe. Mais perto. Os risos traziam com eles ruídos, talvez fossem quedas, pois a terra de vez em quanto tremia um pouco, tal como eles, tremiam nos ossos aos musculos, e o medo ia a cada segundo apoderando-se deles. Ouviam-se passos e o vulto que estava mais perto da janela olhou lá para o fora. Só havia escuridão, mas talvez fosse ele a cair na loucura.
Eles sabiam que o fim deles estava perto, e que agora, era só esperar e "apreciar" o momento. Os passos cada vez ficavam mais altos o que dava a entender que eles estavam próximos, tanto eles como os risos. Uma garrafa de vidro caiu no chão. A porta da pequena sala abriu-se e lá entraram dois homens. Um deles era alto, vestia preto e trazia uma garrafa de vinho na mão. O outro era baixo, muito gordo e trazia com ele um garrafão de vinho branco na mão. Estavam os dois a rir-se. Num movimento brusco, o mais alto, puxou a rapariga que estava sentada na cadeira pelos cabelos enquanto o outro empurrava o rapaz para o chão. A rapariga saiu da sala com o mais alto e o gordo fechou a porta à chave..e comeu-a. "Já tenhoms jantarre gorrdo" dizia o homem alto a rir-se. Os minutos tornaram-se segundos, e a rapariga estava calada. Na pouca luz que havia, conseguia-se ver a rapariga. Era loura, alta, e tinha a boca cozida, impedindo-a de falar. O momento seguinte foi estranho e rápido: o homem alto deitou a rapariga no sofá, onde não se mexeu mais, o gordo pôs-se em cima da rapariga e nesse momento tudo ficou escuro, mais escuro que a noite, o mais escuro até hoje presenciado. A luz voltou e tudo desaparecera. Agora que havia mais luz dava para perceber que tipo de lugar era aquele: uma sala de estar, tinha dois sófas, uma mesa redonda de madeira, uma lareira e um balcão de aperitivos. No lugar onde anteriormente estava a rapariga encontrava-se uma poça de sangue e cabelos louros. Na bancada encontrava um preservativo e o chão encontrava-se podre, com a madeira a cair num buraco de esterco.
Na sala pequena, Digory permanecia inconsciente. Tinha sangue na cabeça e tinha a cadeira partida em cima dele. Levantou-se do chão e caminhou até a parede onde ficou encostado para ganhar forças. Com uma pedra partiu o vidro e saiu pela janela para o quintal. O ar estava frio, tão frio que podia congelar a pele. Estava um bafo de sangue no ar, o que podia atrair predadores não satisfeitos com a sua caçada. O pinhal permanecia a 30 metros da casa, e olhos de tom verde espreitavam por ele, provavelmente escolhendo a próxima vitima.
Digory não sabia onde estava, não sabia o que fazer, apenas correu até encontrar uma estrada de pedra, pelo pinhal a dentro. O silêncio era a arma mais poderosa. Digory, permaneceu quieto, cheio de dores, cheio de frio, fome e sede. Viu um animal aproximar-se da estrada. Um javali. A fome apoderou-se dele e com um acto cruel tirou a faca do bolso de matou o pobre animal, com uma facada no pescoço. Sangue, sangue. Carne crua, viva, alimento. Pelo javali, começaram a sair larvas, e o pobre rapaz, esfomeado, ficou no meio da rua de pedra, a saciar a sua fome.
Existem momentos de alegria e de tristeza, mas neste momento aconteceu algo único. O rei da floresta sai pela porta da casa, erguido sobre as suas quatro patas, com a cabeça no lugar, sem uma única pinga de sangue. Era majestoso, grande e lindo. Era como um veado, mas mais alto, mais bonito, e os seus olhos brilhantes afastavam qualquer escuridão de mal.
E correu, correu sem parar até a floresta, onde o seu poder começava. Chegou a zona mais densa e quente da floresta, onde havia um pântano, um pântano de sangue. A medida que passava no pântano a água ia se tornando mais clara e limpa, ate existir novamente vida nela. E ele descobri-os. Estavam a comer a rapariga. Havia sangue por todo o sítio, tripas flutuavam na água e sujidade rompia-lhes a pouca roupa que traziam. Ao ver o rei da floresta, começaram a fugir, tropeçando em buracos e pedras. Com um golpe violento, o rei, cortou a cabeça aos dois homens, e de seguida, comeu-as, para que nunca mais fizessem mal a ninguém. Depois entrou no pântano e desapareceu.
Cinco anos depois o cheiro a morte ainda invadia aquele sitio horrível, mas agora já havia sol a brilhar no céu. Abutres sobrevoavam os campos abertos e pequenas aves comiam o que restava dos cadáveres. Pilhas de mortos formavam montanhas e os choros das crianças violentamente abusadas e chacinadas permanecia nos quartos de pedra.
por maurosantos.
*--* AMEI!! MESMOO ESPETACULAR!! *---*
ResponderEliminarainda bem que gostasteeeeeeeeeeeeeeee *-*
ResponderEliminarSiiiiiiiiiiiim *--*
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