domingo, 18 de março de 2012

Pedras de caminho

Por vezes dou por mim a ouvir algo que desejava ouvir por dezenas de anos, sem me cansar. Por vezes dou por mim a tentar igualar uma foto perfeita e encaixá-la na minha vida.
Vesti uma roupa qualquer e abracei-te, por momentos fingi não te olhar nos olhos mas logo me chamaram a atenção e um sorriso me escapou. Podia não fazer a barba a algum tempo, mas mesmo assim cada beijo era maravilhoso e quase interminável. Acordava e podia ver o nascer do sol, mas nada se comparava à tua cara engraçada quando acordavas.
Dançá-mos tanto, caímos para o lado de tanto beber. De manha, podíamos estar no chão que nada mais importava do que estar a teu lado. Percorria-mos caminhos estranhos e em todos guardava-mos uma pedra para que mais tarde relembrasse-mos o que antes vivemos juntos. Fazia-mos uma fogueira e dançava-mos até amanhecer, caminhava-mos a beira do mar e deitavas-me na areia e beijavas-me com a tua doce maneira de me fazeres torná-lo infinito.
As montanhas não eram limites para nós, o fim do mundo não nos metia medo, pois Nós éramos a razão pela qual cada um permanecia com o coração a bater.
Fazia-mos surf um ao lado do outro, sonhava-mos juntos, era praticamente uma perfeição tornada realidade.
Só uma coisa nos iria separar, mas mesmo assim iria-mos fazê-la juntos. Iria-mos morrer juntos.


4 comentários: