domingo, 18 de dezembro de 2011

Cera derretida de uma vela acesa

Peguei uma ultima vez no isqueiro e acendi o cigarro. Estava frio e tu estavas bem longe de mim. A neve caia e o som das crianças a cantar ouvia-se ao longe. Encostei-me a parede fria e senti-te uma vez mais nos meus braços, era mágico, era lindo. Pus o cigarro no chão e abracei-te como se não houvesse amanhã. Deste-te me a mão e passeamos entre as árvores, sempre silenciosos, não deixando nada nem ninguém interromper o nosso momento. Eu dizia bem, o nosso pois agora era-mos um nós.

Sempre imaginei alguém perfeito, não de cabelo louro e olhos azuis, mas alguém diferente, de uma perfeição quase imperfeita. Sempre pedi a Deus, se é que existe um Deus, alguém só para mim, alguém que no meio de alguma conversa, dissesse "amo-te mais que tudo". Sempre quis alguém, alguém só para mim. E agora que encontro esse alguém, esse alguém vive a 2160 km de mim, mas como o amor é duro, não deixarei que a distância se meta entre dois corações.


(obrigado à rita por me ter feito escrever sobre algo feliz, obrigado valeu mesmo a pena (: )

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